sexta-feira, 26 de agosto de 2011

50 anos da Campanha da Legalidade

A "Campanha da Legalidade" foi um episódio da história política brasileira que ocorreu após a renúncia de Jânio Quadros da Presidência do Brasil em 1961, em que diversos políticos e setores da sociedade defenderam a manutenção da ordem jurídica - que previa a posse de João Goulart. Outros setores da sociedade - notadamente os militares - defendiam um rompimento na ordem jurídica, o impedimento da posse do vice-presidente e a convocação de novas eleições.

Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros havia renunciado ao cargo, enquanto João Goulart, vice-presidente, estava em visita à China. O Brasil viveu momentos de instabilidade nunca vista desde 1954. Os militares, sob influência direta dos Estados Unidos, que temiam ver no Brasil um governo de linha popular-esquerdista - como em Cuba - impediram o vice-presidente de assumir o cargo como mandava a lei.
Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, inicia então um movimento de resistência, pregando a legalidade, ou seja, a posse de Jango (como João Goulart ficou conhecido). Brizola falava ao povo pela Rádio Guaíba e iniciou o movimento denominado a rede da legalidade. Os discursos de Brizola eram transmitidos a partir de um estúdio montado no porão do palácio, sob orientação do engenheiro Homero Simon, que cuidou para que rádios do interior retransmitiessem a programação. Em ondas curtas, a legalidade alcançava ouvintes em outros estados.

Legalidade - 50 anos !

Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renuncia ao cargo de Presidente, enquanto João Goulart, vice-presidente, está em visita à China. O Brasil vive momentos de instabilidade nunca vista. Os militares, que temem ver no Brasil um governo de esquerda impedem o vice-presidente de assumir o cargo como mandava a lei. Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, inicia um movimento de resistência, pregando a legalidade, ou seja, a posse de Jango. Brizola fala ao povo pela rádio e inicia o movimento denominado a Rede da Legalidade. Transmitidos a partir de um estúdio montado no porão do palácio, os programas da legalidade alcançavam ouvintes, até mesmo em outros estados.


Postado por: João Vitor.

Legalidade 50 anos

O Movimento da Legalidade, um dos acontecimentos mais dramáticos da história do Rio Grande do Sul, iniciou em 25 de agosto de 1961, pelo governador do Estado, Leonel Brizola que, ao tomar conhecimento da renúncia de Jânio Quadros à presidência do país, resistiu bravamente para garantir a posse do vice-presidente João Goulart. Durante doze dias, Brizola manteve firme a “Cadeia da Legalidade”, de dentro do Palácio Piratini, tendo em volta uma multidão na Praça da Matriz, atingindo em cheio a Assembleia Legislativa, que se estabeleceu em sessão permanente.

LEGALIDADE 50 ANOS !

O Movimento da Legalidade, um dos acontecimentos mais dramáticos da história do Rio Grande do Sul, iniciou em 25 de agosto de 1961, pelo governador do Estado, Leonel Brizola que, ao tomar conhecimento da renúncia de Jânio Quadros à presidência do país, resistiu bravamente para garantir a posse do vice-presidente João Goulart.

Este episódio tão importante, marcou a história do Brasil e do Rio Grande do Sul, graças a bravura destes gaúchos que lutaram pelos diretos, por fim conquistados, do nosso chão.


Legalidade, 50 anos

Ontem o movimento criado por Leonel Brizola, Legalidade, completou 50 anos. O povo daquela época, mais precisamente 1961, vinha sofrendo com injustiças e ilegalidades por parte do governo atuante, mas Leonel Brizola, então governador do estado do Rio Grande Do Sul, não deixou que o governo fizesse o que havia pensado em fazer, ou pelo menos tentou, e o povo o apoiou com todas as forças, pois eles sabiam o que era Legal e o que era Ilegal.
Eu acho que se isso acontecesse hoje no nosso país, eu não sei quem apoiaria quem, mas o ato de apoio promovido por todas aquelas pessoas, foi além de bonito, um grande ato de solidariedade para com o Governador do Rio Grande do Sul daquela época, Leonel Brizola, e o ato de Leonel, também foi um grande ato de Lealdade, Justiça, e também de Legalidade, além de ele ter tido muita coragem. Ele, certamente foi um grande homem.

Paloma C. Toscan
"Quero vos dizer que será possível que eu não tenha oportunidade de falar-vos mais, que eu nem deste serviço possa me dirigir mais, comunicando esclarecimentos à população.Porém é natural que, se ocorrer a eventualidade do ultimato, ocorrerão, também, consequências muito sérias.Porque nós não nos submeteremos a nenhum golpe, a nenhuma resolução arbitrária.Não pretendemos nos submeter. Que nos esmaguem!Que nos destruam!Que nos chacinem, neste Palácio!Chacinado estará o Brasil com a imposição de uma ditadura contra a vontade de seu povo."
             Leonel de Moura Brizola












Postado por: Luísa

Legalidade 50anos

Nesta quinta-feira, 25 de agosto, completam-se exatos 50 anos da renúncia de Jânio Quadros à presidência da República, evento que desencadeou a Campanha da Legalidade comandada por Leonel Brizola no Rio Grande do Sul. As barricadas montadas por Brizola e pela Brigada Militar em toda Porto Alegre e a grande mobilização popular garantiram a posse do então vice-presidente João Goulart e impediram que acontecesse já em 1961 o que acabou acontecendo em 1964: o Golpe Militar que afundou o Brasil em uma ditadura civil-militar que durou duas décadas.
Para enfrentar os militares golpistas, Brizola fez uso do revólver e da palavra. Além do apoio da Brigada Militar e, a seguir, do III Exército, o então governador do Rio Grande do Sul usou uma cadeia de rádio para informar aos inimigos e à sociedade as intenções da resistência gaúcha e para incendiar a população. Uma das mais importantes medidas de Brizola foi proteger a Rádio Guaíba, a maior do Estado na época, e encampá-la para uso dos resistentes, no dia 27 de agosto.
Mobilização de apoio à Campanha da Legalidade, em Porto Alegre
Escreveu Dione Kuhn, no livro “Brizola – da legalidade ao exílio”: “Arma admirada por estrategistas como Winston Churchill e Charles de Gaulle, o rádio deu a Brizola a superioridade sobre os adversários num terreno decisivo: o coração dos gaúchos”. Brizola discursava pelas ondas do rádio e suas palavras inflamadas chegavam a todo o país. A comunicação, em 1961, já era entendida por Brizola como parte impreterível de qualquer processo político, a começar pela resistência aos militares. Dione citou Churchill e de Gaulle, mas Che Guevara também montou, durante a guerrilha cubana, uma rádio para transmitir discursos e informações que ajudariam a superar o cerco midiático montado pela ditadura de Batista.
Com Dione e o bom repórter Nilson Mariano, o jornal gaúcho Zero Hora tem feito uma forte cobertura histórica, na última semana, dos 50 anos da Campanha da Legalidade. A serie de reportagens tem muita qualidade, sem dúvida. Mas como não estranhar que o Grupo RBS, beneficiado diretamente pelo Golpe Militar consumado em 1964, queira agora apagar essa parte da história? E ainda tecer odes à luta de Brizola, personagem tão atacado pelo Grupo, ainda que, em 1961, tenha sido o Estado do RS quem pagou, indiretamente, a aquisição da TV Gaúcha (hoje RBS TV)?
Brizola discursa na Rádio da Legalidade
O jornal Correio do Povo, da mesma Caldas Junior que teve que ceder a Rádio Guaíba a Brizola em 1961, dedicou um caderno especial na edição desta quinta ao assunto, com uma grande reconstituição histórica da semana que adiou por três anos a Ditadura Militar brasileira. Há grande espaço para a importância da Rádio da Legalidade naquele processo, ao contrário do que aconteceu em Zero Hora. Há um excelente material sobre a Legalidade em um hotsite criado pelo governo do Rio Grande do Sul.
Lembrar a Campanha da Legalidade é, para os comunicadores independentes, não se deixar esquecer a importância da mídia para a construção política. As rádios possuem papel fundamental, nesse sentido. No momento, o que temos de concreto é a possibilidade de construção, ampliação e integração das rádios comunitárias e das rádios web. Ao mesmo tempo, o avanço da internet, dos blogs e das redes sociais vem abrindo novas possibilidades de “guerrilha midiática”, de “mídia popular ostensiva”, aos moldes do que fez Brizola há 50 anos.